segunda-feira, 8 de dezembro de 2014


em silêncios de 
pedra e espera, 
os caminhos estão cansados 
de levar as gentes pra lá e pra cá 
e vê-las já cansadas 
sem ao menos terem começado 
a ser chão 
no chão do ser 
antes de continuarem 
a caminhar. 

6 comentários:

  1. Precisamos reinventar o mundo está muito desgastado e alma se consumindo.

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  2. o verso que nos sustém sobre o solo instável

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  3. As gentes têm jeito de ser errantes.

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  4. Do teu poema, fiquei com a impressão de existirem diversos estágios de cansaço, sendo o chão um dos mais avançados. E que a progressão natural da humanidade fosse cansar-se cada vez mais, podendo chegar a ser chão, o "chão do ser". Será que no fim as pessoas tornam-se caminhos?

    Encontrei teu blog por aí e vim conferir. Gostei bastante. =)

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  5. Hey,
    Por mais que eu corra e me distancie, estarei sempre a um pássaro de distância.

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  6. Todos tem um norte magnético fincado na cabeça. Um norte caduco feito rotas do Google Maps.

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